Forrest Brasil Tecnologia contrata novo Diretor de Operações

A Forrest Brasil Tecnologia, empresa que desenvolveu uma solução pioneira contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti, acaba de contratar um novo executivo. Renato de Castro Menezes chega ao Paraná para assumir a posição de COO (Diretor de Operações) da Empresa no Brasil. Vindo de São Paulo, Renato possui experiência em diversas multinacionais, incluindo mais de 16 anos no grupo Embraer. O executivo é Advogado e Administrador de Empresas, com ampla experiência em projetos de alta tecnologia nos setores Aeroespacial, Cibernética e de Defesa.

“Trago minha experiência em desenvolvimento de projetos com as Forças Armadas e órgãos de governo. Não existe projeto para combater a dengue desvinculado do poder público, pois a tecnologia precisa ser somada ao trabalho de conscientização e educação de toda a população da região tratada. Assumo este desafio de mobilizar as autoridades para a implantação do projeto Controle Natural de Vetores, desenvolvido pela Forrest Brasil, em áreas afetadas pela dengue, zika e chikungunya”, afirma.  

A primeira cidade do mundo a receber o projeto foi Jacarezinho, na região paranaense do Norte Pioneiro. A técnica inédita foi desenvolvida por um grupo de cientistas da Forrest Brasil, empresa de biotecnologia de capital brasileiro e israelense, incubada no Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

O trabalho de controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti registrou reduções significativas da infestação em Jacarezinho, tanto no número de ovos, quanto no número de larvas. Os bairros tratados tiveram até 90% de redução da população de mosquitos Aedes aegypti. A técnica é natural (não envolve modificação genética) e consiste em liberar na natureza mosquitos machos estéreis produzidos a partir de ovos coletados na região afetada, contribuindo para a redução de novos descendentes, o que diminui a proliferação. Terminado o contrato, a empresa deixou de atuar no município no início deste ano.

“Jacarezinho demonstrou que a tecnologia realmente funciona. Existe correlação entre a dispersão de mosquitos estéreis e a supressão dos casos de dengue nas regiões tratadas do município. Isso foi demonstrado e validado empiricamente. A Forrest Brasil fez um trabalho fantástico na cidade e atingiu a maturidade tecnológica do seu sistema de controle biológico. Agora o desafio é o processo para transformar o que era uma startup em um negócio maduro para atuação em todo o Território Nacional e em países estrangeiros que enfrentam o mesmo problema. Vamos transformar essa tecnologia em um benefício efetivo para a sociedade.”

Menezes acredita que a iniciativa da Forrest tem grande potencial. “A dengue é um problema mundial e agora atinge inclusive países desenvolvidos. Além disso, o mosquito Aedes agepyti é vetor de outras doenças, como a zika que afeta o Nordeste do Brasil e traz consequências severas como o nascimento de crianças com microcefalia. Além do alto custo financeiro para o tratamento desses doentes, a Zika possui um custo social enorme para as famílias afetadas. Esses custos podem ser minimizados com investimento em prevenção e um trabalho ativo para combater o mosquito”, destaca.

Muitas cidades brasileiras utilizam inseticidas contra o Aedes aegypti. A técnica é questionada e não produz efeitos duradouros, além de trazer consequências negativas para o meio ambiente. “A dispersão de veneno no ar cria uma falsa sensação de segurança, pois reduz a infestação do mosquito momentaneamente. Além disso, pode atingir outros insetos que são benéficos e necessários, com as abelhas que atuam diretamente na polinização das flores.”

O novo COO da Forrest Brasil garante que, para ser bem sucedido, o combate ao Aedes aegypti deve ser feito por pelo menos dois anos. “Os efeitos da técnica são imediatos e os resultados surgem já nas primeiras semanas. Mas para que a solução seja sustentável a longo prazo, é necessário manter o trabalho, pois os ovos que já estão depositados no ambiente continuam a eclodir por até 15 meses.”


Dados do PR

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde divulgado nesta terça-feira (14), o Paraná atingiu a marca histórica de 112.938 casos confirmados de dengue, com 105 mortes. Os números são de agosto do ano passado até agora. Dos 399 municípios, 195 estão em situação de epidemia.

Técnica pioneira

Os mosquitos machos estéreis são produzidos a partir de ovos coletados na região afetada e, posteriormente, soltos na natureza, reduzindo o número de novos descendentes.

O mosquito macho se alimenta apenas de seiva de plantas e, portanto, não pica e não oferece nenhum risco para a população. São as fêmeas que transmitem as doenças, pois precisam do sangue para completar o processo de maturação dos ovos e fazer a postura. Como a fêmea copula uma única vez durante a vida, se a cópula for com um macho estéril não haverá descendentes. Já se a cópula acontecer com um macho não estéril, uma fêmea pode gerar até 500 ovos, que vão resultar em novos mosquitos.

Resultados comprovados

A solução teve eficiência comprovada e registrou reduções significativas na infestação do mosquito Aedes aegypti nos bairros tratados em Jacarezinho. Em 2018, o Projeto Piloto tratou os três bairros que tinham situação mais crítica no município de Jacarezinho: Aeroporto, Novo Aeroporto e Vila Leão. Ao final do projeto piloto, após 7 meses de soltura de mosquitos machos estéreis, o resultado foi a redução de mais de 90% na população de Aedes aegypti na área tratada.

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) chegou a registrar índice zero de infestação do mosquito nos Bairros Novo Aeroporto e Aeroporto. No ano passado, o bairro mais crítico era a Vila São Pedro, que recebeu o projeto e depois disso registrou apenas seis casos de dengue. Ocorreu então uma inversão, com novos registros de dengue no Aeroporto e grande redução de infestação do mosquito na Vila São Pedro.


Assessoria de Imprensa 
Talk Assessoria de Comunicação




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