Paraná tem contrato para comprar 10 milhões de doses da Sputnik V



O Governo do Paraná anunciou nesta segunda-feira (29) que tem contrato assinado com o Instituto Gamaleya para a aquisição de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V. O anúncio aconteceu durante reunião da Frente Parlamentar do Coronavírus da Assembleia Legislativa do Paraná, coordenada pelo deputado estadual Michele Caputo.

“Além de cobrar do Ministério da Saúde mais doses para o Paraná, também já vínhamos recomendando e articulando por meio da Frente Parlamentar a aquisição de vacinas pelo Estado. Esta é uma decisão acertada do governador Ratinho Junior, pois vacinar toda a população é a esperança para o alívio das medidas restritivas e para o desafogamento do sistema de saúde. Vacina deve ser prioridade agora!”, salientou o deputado Michele Caputo.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva, as doses seriam importadas pelo Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a utilização da vacina russa contra o coronavírus no Brasil.

Ele também lembrou que o Tecpar mantém um acordo com os russos para a importação, envasamento e distribuição da vacina, bem como para a transferência de tecnologia, para que o imunizante possa vir a ser fabricado no Paraná. Segundo o secretário, o Estado busca viabilizar a construção de uma planta de fabricação de vacinas em território paranaense para concretizar a segunda parte do acordo.

IMPORTAÇÃO – Guto Silva contou em entrevista à Gazeta do Povo que o contrato é protegido por cláusula de confidencialidade, mas explicou que a aquisição se daria através do plano Nacional de Imunização, com o Ministério da Saúde repassando ao Tecpar os valores gastos com a importação das 10 milhões de doses, assim como ocorreu com as doses importadas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz.

Uma vez adquiridas, as 10 milhões de doses, seriam incorporadas aos estoques do Ministério e distribuídas equanimemente para toda a população brasileira, da mesma forma que ocorreu com as doses de Coronavac, cujas importações foram viabilizadas pelo governo de São Paulo.

Ao custo de US$ 10,00 cada dose, a compra do lote previsto pelo Paraná custaria mais de R$ 570 milhões. Para homologar o contrato, o Governo do Estado ainda precisa dar condições orçamentárias para o Tecpar fazer a aquisição. O valor é quase o triplo dos R$ 200 milhões que o estado reservou para a compra de vacinas.

Fonte: Assessoria Michele com Gazeta do Povo

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