Com incentivos, Jaboti pretende triplicar compras públicas locais



Triplicar os valores destinados à empresas de Jaboti através de compras públicas. Este é o objetivo da parceria da prefeitura e do Sebrae/PR, que visa fomentar o comércio e toda a economia local com a medida. Atualmente cerca de 19% dos valores que a prefeitura utiliza em compras e licitações vai para empresas locais, com o restante do percentual indo para empresas de outros municípios, o que não gera benefícios para a economia de Jaboti. 

Para que a mudança seja efetivada, porém, algumas ações precisam ser colocadas em prática. O pontapé inicial é a regulamentação da Lei da Micro e Pequena Empresa, que permitirá "facilidades" a empresas destes portes na participação em processos licitatórios. Além disso, é necessário que o município incentive e capacite as empresas locais a participarem das licitações e, do ponto de vista legal, estarem aptas a concorrer. 

"Segundo o último estudo Jaboti tem em torno de 19% de suas compras públicas de empresas do município e o nosso objetivo é passar de 50% em dois anos. Com isso vamos gerar mais renda e emprego no município", avalia o prefeito de Jaboti, Regis Willian. "Esse é um projeto que faz parte da nossa política de desenvolvimento econômico. Com apoio do Sebrae vamos incentivar o programa de compras públicas locais e dar apoio a empresários, através da Sala do Empreendedor, e também buscar fomentar o desenvolvimento da agricultura", continua o gestor público. Para se ter uma ideia, Jaboti apresenta índices decrescentes nos valores destinados a empresas locais. Segundo levantamento feito junto ao próprio município, as compras locais já estiveram em números superiores aos 30% em anos anteriores, mas foram caindo até chegar em 16% em 2018. 



A iniciativa prevê que, com parte desses valores ficando internalizado, a economia de forma geral tenha um giro de mais significativo - até porque em casos de municípios como Jaboti, a prefeitura é não só a maior empregadora como também a maior investidora local. De acordo com o consultor do Sebrae/PR, Odemir Capello, o projeto de compras públicas pode ser um propulsor econômico para empresas que não são fornecedoras de produtos ou serviços ao Poder Público. 

"Nossa proposta é criar opção de geração de renda dentro dos municípios. Vamos trabalhar com a prefeitura, capacitando o servidor público, e também capacitando o empresário para ele participar das licitações, sempre tendo parcerias com Sala do Empreendedor e associações comerciais", pontua. "Hoje, de R$ 400 milhões por ano de compras públicas no Norte Pioneiro, R$ 120 milhões fica aqui e o resto vai para empresas de fora. 

Nunca o valor será integralmente gasto em empresas locais, mas dá para chegar em um percentual bem maior e gerar desenvolvimento com empresas trabalhando para prefeituras de suas cidades, podendo ter mais renda e possibilidades de expansão", completa Odemir.

FONTE: ALEIXO COMUNICAÇÃO
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