ARTIGO 10: A conquista de um diploma – Parte 3 – FINAL

 


Conforme narrado no artigo anterior, o coordenador do curso foi chamado para resolver o conflito que se estabeleceu na apresentação do meu trabalho de conclusão de curso. Fato este que não deve tê-lo deixado nada feliz, afinal, já passava das 23 horas e provavelmente ele estava prestes a ir embora.

Apesar de a apresentação ter sido há anos, lembro bem de que beirava às 23h10. Digo isso pelo fato de as vans que levavam os alunos estarem indo embora, o que denotava o avançado da hora. Ou seja, minha apresentação já tinha durado mais de uma hora e meia e tudo indicava que iria muito longe.

O fato é que meu destino estava nas mãos de quatro pessoas que iriam deliberar sobre meu trabalho. Naquela altura do campeonato eu já estava sem perspectiva de um final feliz. Quase uma hora depois, a porta se abre e me chamam para mais uma bateria de perguntas, as quais respondi a todas. 

Após muito embate, ficou acertado que: Meu trabalho, da maneira como estava disposto, não estava apto a ser aprovado. Entretanto, ficou comprovada a minha dedicação tanto na sua elaboração, quanto na minha participação em sala de aula, o que indicava que o que houve foi uma deliberada falta de orientação por parte do docente responsável, leia-se, do meu orientador. Nesse sentido, seria muito injusto eu pagar esse preço sozinho. 

Conforme foi dito no artigo de nº 8 dessa série, meu professor preferido, apesar de nossos embates em sala de aula era o Edilson Moura. Ele fez a enorme gentileza de indicar as correções que eu precisava fazer. Para tanto, ele riscou meu trabalho praticamente inteiro e a faculdade me concedeu o prazo de uma mísera semana para corrigi-lo e reapresentá-lo. 

Essa semana dedicada à correção foi tensa, mas no final DEU CERTO. Foram dezenas e dezenas de páginas corrigidas e planilhas refeitas. Assim, dia 12 de dezembro de 2007 foi o dia em que reapresentei o trabalho com êxito. Dentre todas as perguntas a mim endereçadas naquela oportunidade, a que mais me chamou a atenção foi: “Qual nota eu merecia?” ao que respondi prontamente “qualquer uma que me proporcione a aprovação.” Após nova deliberação, a banca decidiu atribuir-me a nota 7,4, o que para mim estava de bom grado, pois enfim havia vencido a batalha de concluir meu curso superior tão sonhado.



Marcos Júnior é jornalista formado em 2007 e responsável pelo Blog do Marcos Junior que já passou de 12 milhões de acessos



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Um comentário:

  1. Parabéns Marcos, a caminhada do sucesso sempre vai ser dura. Mas é gratificante o resultado pelo esforço.

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