Médico defende implantação de cuidados paliativos em todo sistema de saúde do Estado


O ex-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, médico oncologista Roberto Bettega, ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta segunda-feira (28) para defender a implantação de ações paliativas no tratamento de doentes crônicos ou com risco de morte. Segundo ele, o método que melhora a qualidade de vida de pacientes deve ser implantando em todo o sistema de saúde do Paraná, tanto público quanto privado. Para o médico, trata-se de um modo de humanizar a medicina. Bettega ocupou o grande expediente da Sessão Plenária a convite do deputado Michele Caputo (PSDB). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cuidados paliativos são ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e familiares que enfrentam problemas associados com doença com risco de morte. Ao lado do tratamento, são desenvolvidos procedimentos de prevenção e alívio do sofrimento por meio de identificação precoce e avaliação correta, com o objetivo de promover o controle da dor e alívio de outros sintomas, oferecendo suporte psíquico-espiritual e social aos doentes.

O médico Roberto Bettega explicou que os cuidados paliativos não têm o objetivo de curar o paciente. São cuidados de conforto, suporte e gerenciamento de sintomas. Em pacientes diagnosticados com câncer, por exemplo, o acompanhamento deve começar no momento do diagnóstico e continuar durante o tratamento, o pós-tratamento e no final da vida. “Isto representa trazer qualidade de vida para o paciente e para a família. Nosso lema ao defender os cuidados paliativos é: Não dê dias de vida; dê vida aos dias”, explicou.
Lei – O deputado Michele Caputo é autor do projeto de lei 19/2019, que dispõe sobre a instituição de preceitos e fundamentos dos cuidados paliativos na Rede de Atenção à Saúde do Paraná. A proposta estabelece uma série de medidas para aliviar o sofrimento de pacientes com doenças crônicas e em estágio terminal. “A implantação deste projeto é importante, pois representa um ganho de vida para quem está em tratamento”, disse o parlamentar. “Precisamos espalhar esta rede pelo Estado para tratar os pacientes o quanto antes. Os pacientes não precisam sofrer, precisam de cuidado”, defendeu Bettega.
O texto do projeto destaca que cuidados paliativos são aqueles que melhoram a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam doenças que ameacem a vida. Tem o objetivo de prevenir e aliviar sofrimentos físicos, psíquicos, sociais e espirituais por meio da identificação precoce, avaliação e tratamentos corretos, em consonância com os preceitos da OMS.
Entre os objetivos dos cuidados paliativos está o incentivo ao trabalho de equipe multidisciplinar constituída por profissionais de medicina, enfermagem, serviço social, psicologia e, quando possível, por nutricionista, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, farmacêutico, odontólogo, assistente espiritual e fonoaudiólogo.
O projeto já foi aprovado nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Saúde Pública, Finanças e Tributação da Alep e aguarda parecer da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania antes de ser discutido em Plenário.

FONTE: ASSESSORIA
Crédito da foto: Orlando Kissner/ALEP



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